Começamos assim, uma noite increible!

“Varias primaveras atrás / El viento cambio, Y una canción me trajo hasta aquí.

No fue más que un signo sutil/ Que luego creció, Y una canción me trajo hasta aquí”.

[una canción me trajo hasta aquí]

“Hay gente que es de un lugar / No es mi caso.
Yo estoy aquí, de paso”.

[tres mil miliones de latidos]


Calma, todo está en calma, deja que el beso dure, deja que el tiempo cure,
deja que el alma tenga la misma edad que la edad del cielo.

[la edad del cielo]

Zapato que en unas horas / Buscaré bajo tu cama / Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas / Que compraste aquella vez
En salvador de bahía /Donde a otro diste el amor / Que hoy yo te devolveria

[todo se transforma]

Tenía la edad aquella en que la certeza caduca / Y de pronto al mirar el mar vi que el mar brillaba con un brillar de noctilucas.
Algo de aquel asombro debió anunciarme que llegarías / Pues yo desde mis escombros al igual que el mar sentí que fosforecía.
Supe sin entenderlo de tu alegría anticipada / Un dia entenderás que habla de ti esta canción encandilada.

[noctiluca]

Como quién besa el barrio al irlo pisando /Como quién sabe que cuenta con la tarde entera,
Sin nada más que hacer que acariciar aceras.

[la trama y el desenlace]

Obs.: as fotos são minhas ou do João, mas é mais provável que sejam do João ;) thanks!

Pergunta interessante! Resposta…vejam vcs mesmos:

José Saramago, sobre  Deus:

A maior flor do mundo…

Publicado: junho 21, 2010 em Uncategorized

Sábado comprei o livro do Saramago para crianças, “A Maior Flor do Mundo”. Pensei até em contar a história aqui no blog, mas então encontrei esse curta metragem, simplesmente lindo:

O vídeo eu encontrei neste Blog, que penso eu é um projeto dedicado ao livro.

Fazem anos, muitos anos (talvez uma década) que um motivo não desperta em mim, assim de forma tão ardente, a vontade de escrever algo que não seja da ordem jornalística. Me lembro bem deste outro dia, até com detalhes, era janeiro ou fevereiro de 1999. Época em que fui apresentada a José Saramago, não em carne e osso, por óbvio, mas à sua obra, sua escrita – que inevitavelmente, de uma forma ou outra, o contém.

Neste dia, que não consigo localizar com precisão no calendário, provavelmente fazia calor em Florianópolis, a Ilha de Santa Catarina, onde eu e minha família passávamos as férias. Após um passeio pela livraria, meu padrasto voltou para casa satisfeito, com uma exemplar de “O Conto da Ilha Desconhecida”, de Saramago, a quem ele já conhecia e admirava. Por mais incrível que pareça, me lembro como se fosse hoje, o seu olhar de surpresa e alegria, ao encontrar aquele exemplar na prateleira.

Meu padrasto aproveitou os dias de descanso para ler o novo livro – um conto. Não era extenso e ele não deve ter levado muito tempo para realizar a leitura. Então, foi a vez da minha mãe.

Fascinada pelo conto, ela logo se convenceu que deveria me mostrá-lo. Seu encanto era tanto, que resolveu lê-lo para mim – na época eu tinha apenas 10 anos. Lembro que me deitei na rede e ela se sentou ao meu lado, iniciando a leitura: “Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas portas…”

Minha mãe fez um esforço típico dos que amam, para me fazer entender aquela linguagem –o português de Portugal, as palavras que se entrelaçavam perfeitamente, as expressões que eu – a quem faltavam anos e maturidade – custava a entender.

Este fato, para sempre, marcou a minha história. Achava tão inusitado minha mãe ler um livro pra mim, coisa que naquela altura eu poderia fazer perfeitamente sozinha. Depois da leitura, à duas, é que veio a inspiração, assim, de repente. Sentei-me na mesa da sala e escrevi um poema chamado a Ilha Desconhecida. Não recordo de ter escrito outra poesia que não essa. Talvez tenha sido meu ápice como poetisa, aos 10 anos. Depois, dediquei-me quase exclusivamente à prosa, às notícias, aos artigos acadêmicos. Mas nunca mais deixei Saramago se afastar de mim e tornei a escrita a minha vida, por profissão e teimosia, por admiração, mais do que talento.

Em 2005 pude vê-lo, em carne e osso, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Não consegui chegar muito perto, pois haviam muitos outros admiradores além de mim, mas guardo até hoje as suas palavras, ditas por trás dos grandes e quadrados óculos que ele carregava consigo, num sotaque típico de um Português de Portugal: “A utopia é uma palavra que deveria ser arrancada dos dicionários”.

Não sei dizer o que Saramago significa para mim. Não foi com ele, exatamente, que aprendi a duvidar de Deus, da religião, mas suas palavras, sem dúvida, ajudaram a formar a minha personalidade, especialmente no que diz respeito às questões do espírito. Foi com ele que passei a me aventurar pela literatura, pelas palavras, carregando sempre o sonho de poder arranjá-las, pelo menos um pouco, como ele.

Quando me fascino demais pelas pessoas, pelas coisas, me faltam as palavras, o pensamento bloqueia. Este é um caso típico. Para Saramago, deixo apenas a minha mais ousada poesia, no auge dos meus 10 anos. Deve ser levada em conta, é claro, a proporção entre idade e repertório.

A Ilha Desconhecida

A ilha desconhecida, jamais aparecida

Sempre procurada, nunca encontrada

Onde fica essa ilha?

Escondida?

Fica no meio do mar?

Ou em qualquer lugar?

Fica na imaginação?

Na realidade, eu não sei não…

Fica no pensamento?

Ninguém acha ela, será que tem medo?

Será que tem medo da vida?

Por isso vive escondida…

 Agora fico aqui pensando que caso Saramago tenha encontrado com Deus, os dois pelos menos terão muito o que conversar…

O status da internet

Publicado: junho 16, 2010 em Blogroll
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Encontrei esse vídeo muito interessante que mostra alguns números sobre a internet em todo mundo. Alguns dados relevantes para quem trabalha com internet ou para quem quer entender essa nova mídia, que tantos impactos tem causado, e em tantos setores, passando pelo jornalismo e a publicidade.

1,73 bilhões. Este é o número de usuários da internet. Os dados são de setembro de 2009, divulgados por Jesse Thomas, profissional de mídias sociais (jess3.com). 234 milhões. Este é o número de websites existentes na internet. 126 milhões é o número de blogs. Neste espaço tão amplo, tão fascinante, todos tem a chance de falar, expressar sua opinião, divulgar uma idéia ou uma marca. A grande questão não é, portanto, poder falar, mas sim ser ouvido, ser visto, ser clicado.

Uma das estratégias mais eficientes para chamar a atenção na internet são os links patrocinados, que além de darem maior visibilidade a um website, atingem um público específico, ou seja, o público alvo correto dependendo de quem são os potenciais clientes de cada negócio e a quais temas eles se relacionam. Por isso, os links patrocinados também são chamados de anúncios contextuais. Eles funcionam a partir de sistemas de busca e sempre aparecem relacionados às palavras chaves presentes na página.

Por exemplo, os anúncios que aparecem na lateral da página do Google sempre são relacionados ao termo de busca utilizado pelo usuário. O Google, aliás, representa hoje o principal sistema de busca no mundo e o sistema de gestão Adwords o mais utilizado.

Cuba por Korda

Publicado: junho 15, 2010 em Uncategorized

Este texto é sobre uma foto. Uma apenas. Sobre um registro de luz feito por Alberto Korda, por volta do ano de 1959, data que coincide também com a Revolução Cubana. Korda, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos foi também o primeiro fotógrafo de moda da ilha socialista, muito embora esta constatação possa parecer um pouco estranha para aqueles que relacionam à sua figura à de Che Guevara, ou mais precisamente, àquela imagem que circula o mundo inteiro – Che com o olhar fixo no horizonte e sua boina sobre os cabelos negros um tanto compridos.

O fato é que a Revolução Cubana mudou muitas coisas, inclusive a vida de Alberto Korda e o modo como passou a enxergar a sua profissão. Por isso escrevo sobre esta foto, esta única foto, a primeira de muitas – a partir do momento em que ele decidiu que valia a pena dedicar um trabalho à revolução, “que propunha a supressão de tais desigualdades”. Estas desigualdades:

“Foi então que tirei essa foto, de uma garotinha abraçada a um pedaço de madeira, em substituição à boneca que não tinha”, Korda.

Drexler, again

Publicado: maio 6, 2010 em Uncategorized

Apenas uma constatação: melhor que ouvir Drexler, sem dúvida, é ouvi-lo e vê-lo. Esta idéia de filmar as gravações do novo álbum, Amar La Trama, que se deram quase de um modo ao vivo, foi um verdadeiro presente aos fãs como eu!

Mais um pouco de Drexler

Publicado: setembro 27, 2009 em Uncategorized

Acho que um dos assuntos que eu e a Clarissa mais gostamos de falar é sobre o Jorge Drexler – por quem temos muita admiração. Ontem e hoje falamos bastante dele, sobre como nos sensibiliza. E í pensei: acho que é justamente pelo grau de sensibilidade que um artista desperta é que podemos medir seu talento. Assim, resolvi ouvir algumas músicas que estavam aqui guardadas e que nunca havia prestado muita atenção.

Achei essa, chamada Salvapantallas. Fui no google procurar a tradução: “protetor de telas”. A canção é tão simples, tão suave, tão bonita.

Conclusão: Drexler, sem dúvida, é um GRANDE artista.

Salvapantallas

(Jorge Drexler)

Tengo tu voz,
tengo tu tos,
oigo tu canto en el mío.

Rumbos paralelos,
dos anzuelos
en un mismo río.

Vamos al mar,
vamos a dar
cuerda a antiguas vitrolas.

Vamos pedaleando
contra el viento,
detrás de las olas.

Tengo una canción
para mostrarte,
talvez cuando vaya….

Tengo tu sonrisa
en un rincón
de mi salvapantallas.

Años atrás
de pronto la casa
se llenó de canciones.

Músicas y versos
que brotaban
desde tantos rincones.

Vamos al mar,
vamos a dar
guerra con cuatro guitarras.

Vamos pedaleando
contra el tiempo,
soltando amarras.

Brindo por las veces
que perdimos
las mismas batallas.

Tengo tu sonrisa
en un rincón
de mi salvapantallas.

Para fotografar, para aproveitar mais as pessoas, o ar, a beleza para os olhos. Esta é a arquitetura da Av. de Mayo, em Buenos Aires.

Figura1

Português de Portugal

Publicado: setembro 26, 2009 em Uncategorized
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Saramago

Pois, estava eu a procurar boas leituras pela internet. Fui parar no Blog do Saramago, mais uma vez. Achei um texto que não tem como não trazer pra cá. Muitíssimo interessante. Mas não tanto quanto o jeito de escrever que o Saramago tem. Acho fantástico. O tema, nessa caso, dá um brilho a mais. Espero que gostem. [acho que meu sonho mais mirabolante e impossível é escrever como ele :) ]

Um terceiro deus

By José Saramago

Creio que as teses de Huntington sobre o “choque de civilizações”, atacadas por uns e celebradas por outros aquando do seu aparecimento, mereceriam agora um estudo mais atento e menos apaixonado. Temo-nos habituado à ideia de que a cultura é uma espécie de panaceia universal e de que os intercâmbios culturais são o melhor caminho para a solução dos conflitos. Sou menos optimista. Creio que só uma manifesta e activa vontade de paz poderia abrir a porta a esse fluxo cultural multidireccional, sem ânimo de domínio de qualquer das suas partes. Essa vontade talvez exista por aí, mas não os meios para a concretizar. Cristianismo e islamismo continuam a comportar-se como inconciliáveis irmãos inimigos incapazes de chegar ao desejado pacto de não agressão que talvez trouxesse alguma paz ao mundo. Ora, já que inventámos Deus e Alá, com os desastrosos resultados conhecidos, a solução talvez estivesse em criar um terceiro deus com poderes suficientes para obrigar os impertinentes desavindos a depor as armas e deixar a humanidade em paz. E que depois esse terceiro deus nos fizesse o favor de retirar-se do cenário onde se vem desenrolando a tragédia de um inventor, o homem, escravizado pela sua própria criação, deus. O mais provável, porém, é que isto não tenha remédio e que as civilizações continuem a chocar-se umas com as outras.